12 de maio de 2026 - 3 minutos para saber
Seis anos após o início da pandemia de covid-19, que matou mais
de 716 mil pessoas no Brasil, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das
Vítimas da Covid-19 foi sancionada, nesta segunda-feira (11), pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, em uma cerimônia no Palácio do Planalto.
O dia escolhido foi 12 de março, data que remete ao falecimento
da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, a primeira vítima da doença
registrada no Brasil, em São Paulo. O texto foi aprovado pelo Congresso
Nacional no mês passado.
Memória coletiva e defesa da ciência
Segundo o governo federal, a criação do Dia Nacional em Memória
das Vítimas da Covid-19 reforça o compromisso do Estado brasileiro com a defesa
da vida, da ciência e do Sistema Único de Saúde (SUS).
O ministro Alexandre Padilha destacou que preservar a memória da
pandemia é fundamental para impedir que erros semelhantes voltem a ocorrer no
país.
“Na saúde, a gente fala que a memória tem dois
papéis fundamentais. Primeiro, acolher o sofrimento, apoiar o sofrimento, poder
lidar com esse sofrimento. Mas, sobretudo, o papel da memória é para que a
sociedade como um todo nunca mais permita que se repita o que aconteceu durante
a condução da pandemia da Covid-19 no nosso país”, afirmou.
