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| LULA, PUTIN E PING, LÍDERES DO BRICS |
O projeto do BRICS Pay, o sistema de pagamentos criado pelos
países do bloco para realizar transações internacionais sem depender do
dólar, está cada vez mais próximo de sair do papel. Inspirado no sucesso
do Pix brasileiro e apoiado por tecnologia blockchain, o sistema já
entrou em fase avançada de desenvolvimento e deve ser um dos temas
centrais da próxima cúpula do BRICS.
Na
prática, a proposta é simples, mas revolucionária: permitir que
empresas e governos façam pagamentos diretamente em moedas locais, sem
precisar passar pelo dólar ou por estruturas financeiras controladas
pelo Ocidente, como o sistema SWIFT. Isso significa menos custos, mais
velocidade nas transações e maior autonomia para países que movimentam
uma parcela gigantesca da economia mundial.
E
os números ajudam a explicar por que o projeto está ganhando força. Os
países do BRICS já representam cerca de 40% da economia global.
Analistas afirmam que, se o sistema for implementado com sucesso, ele
poderá responder por até 20% do comércio internacional até o final da
década. Não é uma mudança pequena. É uma transformação capaz de alterar a
forma como o dinheiro circula no planeta.
Claro,
ainda existem desafios. Especialistas apontam diferenças tecnológicas,
políticas e regulatórias entre os membros do bloco. Mas o fato
importante é outro: a discussão já não é mais se o BRICS Pay vai
existir. A discussão agora é quando ele será implementado em larga
escala e qual será o impacto disso sobre a hegemonia do dólar.
Durante
décadas, o dólar foi praticamente obrigatório em negociações
internacionais. Agora, pela primeira vez, surge uma alternativa
construída por economias emergentes que não querem depender das regras
definidas por Washington. E isso ajuda a explicar por que o projeto vem
despertando tanta atenção nos mercados e nos centros de poder do mundo.
O
BRICS Pay ainda não derruba o dólar. Mas talvez represente o início da
maior mudança financeira global das últimas décadas. E se esse sistema
realmente funcionar, o mundo poderá estar assistindo ao nascimento de
uma nova era econômica.
FONTE: https://www.facebook.com/photo?
