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| Foto: Montagem/4° Poder/Reprodução |
05 de março de 2026 - 3 minuto para saber
A prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida em 4 de março de 2026 durante nova fase da Operação Compliance Zero, ampliou as investigações sobre o escândalo bilionário envolvendo o Banco Master e revelou possíveis conexões com uma licitação pública no município de Alfenas.
O caso envolve o Pregão Eletrônico nº 068/2025, lançado pela prefeitura para vender direitos sobre receitas futuras de royalties e compensações financeiras. Na operação, o município recebeu cerca de R$ 15,6 milhões à vista, mas cedeu receitas estimadas em aproximadamente R$ 24 milhões entre 2026 e 2028, gerando um custo financeiro superior a R$ 8,3 milhões.
A única participante da licitação foi a EXP1 Fundo de Investimentos, administrada pela Yards Asset. O fundo teria ligações com a Sefer Investimentos, que administra fundos bloqueados judicialmente na investigação por suspeita de manipulação de ativos.
Outro ponto que levanta questionamentos é a elaboração do edital da licitação. Metadados do documento citam o nome “Manoel Paz”, pessoa que não aparece como servidor no portal de transparência municipal. A suspeita é que ele tenha atuado como intermediário para viabilizar a participação do fundo no processo.
A situação também coloca sob questionamento a gestão do prefeito Fábio da Oncologia, que pode acabar associada a operações financeiras envolvendo fundos investigados no escândalo nacional do Banco Master.
A prisão de Vorcaro é considerada um marco nas investigações, que apuram lavagem de dinheiro, manipulação de balanços e possíveis relações entre o sistema financeiro e figuras do meio político e institucional. O caso segue em apuração e pode revelar novos desdobramentos tanto no mercado financeiro quanto em administrações públicas no país.