quarta-feira, 25 de março de 2026

EXAME DE PRÓSTATA EM MULHER TRANS: 'JUSTIÇA' OBRIGA UNIMED A FAZER O EXAME ESPECÍFICO EM ÓRGÃO QUE NÃO EXISTE

 

Ilustração/Reprodução


25 de março de 2026 - 3 minutos para saber

Uma mulher trans conseguiu reverter no Tribunal de Justiça do Rio uma decisão de primeira instância e obrigar a Unimed Nacional a autorizar exames de PSA (usados para avaliar a próstata), mesmo tendo registro civil feminino.

Os exames haviam sido prescritos por médica, mas foram negados sob o argumento de que seriam “incompatíveis” com o gênero cadastrado.

O tribunal não comprou a tese. Por unanimidade, os desembargadores consideraram a recusa abusiva e determinaram a cobertura imediata, destacando que o acesso à saúde não pode ser limitado pelo gênero registrado.

A decisão cita entendimento do STF que obriga o sistema de saúde — público e privado — a garantir atendimento a pessoas trans sem constrangimentos ou restrições desse tipo.

Após a decisão do tribunal, a Unimed deve autorizar imediatamente os exames de PSA, sob pena de multa. Cabe recurso.

Nos bastidores, juristas veem o caso como mais um passo para consolidar jurisprudência contra negativas baseadas em identidade de gênero.


COM O GLOBO