quinta-feira, 12 de março de 2026

O PEDIDO DE LULA PARA LULINHA APÓS QUEBRA DO SIGILO DO FILHO


Lulinha - Reprodução/Ilustração


 12/03/2026 - 4 minutos para saber

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a tratar diretamente com o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sobre as suspeitas relacionadas ao esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação é da coluna ‘Painel’, da Folha de SP.

De acordo com a reportagem, a conversa ocorreu por telefone na última terça-feira (3), poucos dias após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o caso determinar a quebra dos sigilos de Lulinha

Segundo relatos ouvidos pelo colunista, foi o segundo contato entre pai e filho desde que o nome de Lulinha passou a aparecer no contexto das investigações.

Na ligação mais recente, o petista teria reforçado a necessidade de que ele apresente esclarecimentos sobre ‘qualquer eventual relação’ com pessoas investigadas.

De acordo com fontes ouvidas sob condição de anonimato, Lula orientou o filho a assumir a condução das explicações públicas sobre o tema e “puxe pra si” a responsabilidade pelo caso, de forma a evitar que a crise política alcance diretamente o governo.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares avaliam que a oposição deve explorar o episódio durante a campanha eleitoral. Por isso, a estratégia defendida por aliados é que as dúvidas sejam respondidas o quanto antes.

Em declarações anteriores, Lula já havia afirmado que não protegeria o filho caso irregularidades fossem comprovadas. Após a primeira conversa entre os dois, ele declarou publicamente que Lulinha “vai pagar o preço se tiver feito alguma coisa”.

O empresário aparece citado no contexto das apurações sobre fraudes envolvendo benefícios do INSS. Embora não seja formalmente investigado, há suspeitas de possível ligação com o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos personagens do esquema investigado.

Até mesmo uma prisão preventiva de Lulinha chegou a ser debatida internamente dentro da Polícia Federal, com parte da instituição a favor, e outra, contra