| Romeu Zema e Flávio Bolsonaro |
17 de março de 2026 - 3 minutos para saber
Antes de ser internado por problemas de saúde, o ex-presidente Jair Bolsonaro articulou, nos bastidores, uma possível composição política para as eleições presidenciais. A aliados no Congresso, ele sinalizou o interesse em ver o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como vice na eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
As conversas teriam ocorrido no fim de fevereiro e início de março, durante visitas recebidas por Bolsonaro enquanto estava na Penitenciária da Papuda. Na avaliação do ex-presidente, Zema seria um nome estratégico, especialmente por sua influência em Minas Gerais — estado com o segundo maior eleitorado do país, historicamente decisivo nas eleições nacionais.
Dados de levantamento da Real Time Big Data indicam que, em um cenário direto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece numericamente à frente em Minas, seguido por Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. A leitura de aliados é que, sem Zema na disputa, parte significativa desses votos poderia migrar para o senador.
Apesar da articulação, Zema tem mantido sua posição de disputar o Planalto. Em entrevista à EPTV Sul de Minas, concedida em Varginha, o governador afirmou que não recebeu convite formal e que pretende levar sua pré-candidatura até o fim, defendendo uma renovação no cenário político.
BOLSONARO APRESENTA MELHORA NO QUADRO DE SAÚDE
Paralelamente ao cenário político, o estado de saúde de Jair Bolsonaro apresentou evolução. Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ele deixou a UTI e foi transferido para a unidade semi-intensiva do Hospital DF Star.
Bolsonaro está internado desde o dia 13, após apresentar febre, baixa saturação de oxigênio e sinais de infecção pulmonar. O diagnóstico apontou broncopneumonia bacteriana bilateral, exigindo tratamento com antibióticos e acompanhamento médico contínuo. Segundo Michelle, a resposta ao tratamento tem sido positiva.