sexta-feira, 4 de setembro de 2026

GRAVE: GILMAR MENDES PEDE QUE LULA ORIENTE A PF A NÃO CUMPRIR ‘ORDENS ILEGAIS’ DE MENDONÇA

 Homem falando no microfone

Descrição gerada automaticamente

 04 de setembro de 2026 - 1 minuto para saber

O ministro Gilmar Mendes, do STF, teria se reunido com o presidente Lula para discutir a crise envolvendo o Supremo, a Polícia Federal e decisões do ministro André Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS.

Segundo a reportagem citada, Gilmar teria defendido uma postura mais firme da Polícia Federal, inclusive com a possibilidade de contestar judicialmente determinações consideradas excessivas ou ilegais. Uma das alternativas mencionadas seria a apresentação de mandado de segurança, embora o próprio ministro não considere provável que a situação chegue a esse ponto.

Entre os motivos de tensão estão decisões de Mendonça que restringiram o acesso da PF a materiais das investigações e determinaram que processos relacionados aos casos fossem encaminhados ao seu gabinete. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, teria pedido anteriormente à Advocacia-Geral da União que contestasse essas decisões, mas o advogado-geral Jorge Messias teria optado por não fazê-lo, alegando risco de a iniciativa ser interpretada como tentativa de obstrução da Justiça.

O cenário se agravou após o depoimento do empresário Daniel Vorcaro a Mendonça. Na ocasião, segundo o relato, Vorcaro teria feito acusações contra integrantes do governo e citado o diretor-geral da PF, além de mencionar a intenção de realizar uma delação.

Diante da crise, uma das alternativas discutidas seria uma articulação institucional entre a PF, o Ministério da Justiça e a Presidência do STF, atualmente comandada por Edson Fachin. No mesmo período, Lula também teria conversado com Fachin.

O encontro entre Gilmar e Lula, portanto, ocorreu em meio a uma crescente disputa institucional sobre os limites de atuação de diferentes autoridades nas investigações. As informações, porém, são baseadas em relatos de bastidores divulgados pela imprensa e não representam, por si só, uma confirmação oficial de todas as orientações atribuídas ao ministro.

(Foto: STF; Fonte: Estadão)