sexta-feira, 16 de outubro de 2026

QUESTÕES CONTROVERSAS SOBRE O COMPORTAMENTO FEMININO: PSICANALÍSTA, SOCIÓLOGA E FILÓSOFA, DRA. CLÁUDIA BERNARD EXPLICA




Em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle no YouTube, a Dra. Cláudia Bernard abordou questões controversas sobre o comportamento feminino, a inveja em relação aos homens e os conflitos conjugais. Durante a conversa, apresentou sua interpretação sobre as diferenças entre os sexos e seus papéis nas relações familiares. A seguir, a transcrição de um trecho de suas declarações, adaptada para facilitar a leitura.

A mulher tem raiva do homem porque tem inveja dele. Existe uma coisa chamada teomania feminina, que lembra aquela história do Gênesis, em que Eva quer ser uma deusa.
A mulher quer ser uma deusa na vida do homem. Ela não quer ser apenas uma companheira bacana, uma amiga. Ela quer mandar no homem. Não estou falando de todas as mulheres, tá? Mas de 99%.
A inveja é uma tendência muito forte que a mulher tem, e a família inteira precisa se defender, ficar sempre alerta e manter isso sob controle. Às vezes, não consegue. Muitas vezes, não consegue. Por isso existem tantos divórcios.
Porque 70% ou mais dos divórcios são iniciados pelas mulheres. É sempre ela que está insatisfeita. Tem gente que me odeia por causa disso, mas também existem mulheres que me amam, porque muitos casamentos foram salvos com essa conscientização.
O maior problema da mulher é a inveja. O do homem é a arrogância, a soberba.
E inveja de quê? Da masculinidade, do poder do homem, da capacidade de dominação, das vantagens que a sociedade historicamente concedeu a ele.
A mulher acha que o homem tem mais poder. Ela acha que ele é mais feliz, mais livre, que pode fazer o que quiser, enquanto ela não pode. Isso era ainda mais evidente nas gerações anteriores, mas existem resquícios até hoje.
A mulher tem inveja porque acredita que o homem possui mais vantagens na sociedade. Mas sabe o que realmente incomoda a mulher, lá no fundo?
A alegria do homem.
Como ele é felizinho, como gosta de ser feliz na vida, como gosta de ser alegre, como não faz drama das coisas.
Essa felicidade de menino que o homem gosta de ter, mesmo quando é idoso. O homem gosta de ser feliz. Ele tem seus amigos, gosta de bater papo, de viajar, de se divertir. Os homens se entendem bem, não se juntam para ficar falando mal dos outros. Eles se divertem na vida.
Eles gostam de viver mais do que a mulher.
A mulher coloca muitos problemas nas coisas, é negativa, traz tragédias e gosta de falar sempre de problemas.
Então, o marido chega em casa todo alegrinho, e ela pergunta: "Por que você está tão alegre? O que você fez hoje? Olha lá, hein!"
Essa atitude de inveja que a mulher tem do homem acontece, em grande parte, porque ela acha que a vida dele é muito mais fácil do que a dela.
E agora, com a mulher no mercado de trabalho, isso ficou ainda pior. Porque ela diz: "Agora eu trabalho, cuido dos filhos, faço tudo, e você não faz nada!"
Então, ela própria criou uma situação difícil e culpa o homem por causa disso. A mulher é mais dramática, enquanto o homem é mais desencanado nesse sentido.
Essa alegria de viver que o homem tem, essa maneira de aproveitar a vida, incomoda muitas mulheres. Porque elas acham que essa felicidade acontece às custas delas.
E o pior é isso!
Ela acredita que ele só consegue viver tão despreocupado porque é ela quem assume todas as responsabilidades. É ela quem cuida dos problemas, organiza tudo, resolve tudo, enquanto ele não se preocupa com nada.
Vou dar um exemplo.
Geralmente, as filhas veem a mãe dramática, sofrendo dentro de casa. Então, olham para a mãe, percebem o sofrimento dela e, ao mesmo tempo, veem o pai todo animadinho.
A filha pensa: "Meu pai está fazendo minha mãe infeliz!"
Aí começa a sentir raiva do pai, acredita que ele está agredindo a mãe e acaba se metendo na vida dos dois.
Então, a situação vai crescendo, como uma bola de neve, e esse ciclo parece não ter fim.
Agora, quando falamos sobre os papéis do homem e da mulher dentro da família, precisamos voltar ao Gênesis.
No Gênesis, Deus criou o homem e percebeu que ele estava sozinho, que precisava de uma companheira.
Algumas pessoas interpretam isso dizendo que a mulher veio para servir ao homem, que ele é a cabeça e que ela deve obedecer.
Mas não é nada disso.
Quando Deus criou a mulher para ficar com o homem, criou uma companheira. E a tirou de uma costela, aqui, perto do coração.
Ela também foi criada à imagem e semelhança de Deus, com a mesma essência do homem.
Nós temos a mesma essência. Muitas das diferenças entre homens e mulheres são culturais, sociais e psicopatológicas. Mas, na essência, somos idênticos, com exceção de um cromossomo.
O restante é tudo igualzinho.
Somos feitos da mesma substância. Somos muito mais iguais do que diferentes.
O homem e a mulher foram criados para formar uma unidade. São duas partes que se complementam e permitem a geração da vida. Sem as duas partes, não existe a continuidade da vida.
Toda a sociedade, toda a humanidade, foi baseada nessa unidade entre homem e mulher, com a mesma substância e a mesma essência.
E o trabalho que fazemos é justamente harmonizar essa relação.
Porque, historicamente, o homem assumiu o papel de provedor, de trabalhar e colocar dinheiro dentro de casa. Mas a mulher é quem gera a vida, que é uma das coisas mais importantes.
Hoje, os papéis se aproximaram, porque a mulher também trabalha e contribui financeiramente. Mas as cabeças não se aproximaram.
São energias complementares, papéis complementares.
O homem tem naturalmente esse desejo de proteger a família. E a mulher é, vamos dizer assim, a porta do céu para a Terra.
Quando acontece a fecundação, um espermatozoide encontra o óvulo.
E não é simplesmente porque aquele espermatozoide chegou primeiro, porque correu mais rápido, como se pensava antes.
Existe uma espécie de chavezinha que permite a entrada do espermatozoide no óvulo.
É uma arquitetura divina tão linda!
E tudo isso são pesquisas mais recentes.
Nesse momento em que o espermatozoide entra no óvulo e acontece a fecundação, foi fotografado e filmado um pequeno clarão, uma espécie de explosão de luz.
É como se aquela energia divina entrasse naquela união, naquela complementaridade, dando origem a um novo ser.
E esse ser permanece protegido dentro da mulher até a hora de nascer. Mas ele já é um ser completo, que vai apenas se desenvolvendo dentro do útero.
Ele já teria sua alma. E até a alminha, segundo essas pesquisas, teria sido fotografada no momento da concepção.
É tão lindo isso!
Tenho pesquisado bastante sobre esse assunto.
E essa complementaridade torna o homem e a mulher iguais em essência, mas com funções que se completam.
Não é obra do acaso. É algo muito bonito.
Só que essa complementaridade precisa ser compreendida e harmonizada dentro da família.
É necessário desenvolver essa conscientização, aprender a conversar e compreender o papel de cada um.
Transcrição feita e adaptada pelo Provocações Filosóficas do trecho da participação da psicanalista e escritora Dra Claudia Bernard no canal Leda Nagle no YouTube.