quinta-feira, 7 de maio de 2026

PREFEITO LEONARDO CIACCI REÚNE COM SECRETÁRIOS MUNICIPAIS PARA APRESENTAR NOVOS MEMBROS DA EQUIPE.


07 de maio de 2026 - 2 minuto para saber

A  reunião aconteceu na terça-feira, 5 de maio, no salão de reuniões do Inprev (Instituto  dos Servidores Públicos do Município de Varginha,  e contou com a presença do  vice-Antônio Silva. 

Na oportunidade o Prefeito apresentou os novos integrantes da equipe, que se unem aos demais, reforçando o time. Lourival Oliveira foi nomeado Secretário Municipal de Governo, Marcos Madeira ocupa a Secretaria de turismo e Comércio , Henrique Lemes, é o novo secretário de Esporte e Lazer, Heron Martins.

Durante a reunião o Prefeito agradeceu a todos por terem aceito mais este desafio de trabalhar por uma Varginha cada vez melhor. “Sempre digo que quando Todos participam, tudo se realiza’.

Na oportunidade ele apresentou os projetos que vem sendo desenvolvidos pela prefeitura e pediu  a dedicação de todos. O prefeito também agradeceu a todos que passaram pela prefeitura e deixaram sua marca .

É importante que nossos secretários interajam  entre si, colaborando uns com os outros”,destacou. A eles nossa gratidão e reconhecimento.

Com ASCOM/PMV

12º CONGRESSO INTERNACIONAL DO GRUPO UNIS REÚNE AUTORIDADES, CULTURA E REFLEXÕES SOBRE INTELIGÊNCIA HUMANA E TECNOLOGIA



07 de maio de 2026 - 5 minuto para saber

O Grupo Educacional Unis realizou, na noite de segunda-feira, a cerimônia de abertura do 12º Congresso Internacional do Grupo Unis, na Cidade Universitária, em Varginha. O evento reuniu autoridades, representantes de instituições parceiras, professores, pesquisadores, estudantes e comunidade regional em uma noite marcada por reflexões sobre o futuro, inovação e o papel das pessoas diante do avanço da inteligência artificial.  Com o tema “Inteligência humana: o diferencial estratégico na era da inteligência artificial”, o congresso deste ano propõe um debate atual e necessário sobre como a tecnologia vem transformando a sociedade e, principalmente, sobre aquilo que continua sendo essencialmente humano: a capacidade de criar, interpretar, sentir, liderar e construir conexões. 



 A programação começou com a recepção das autoridades e convidados, além de uma apresentação musical da cantora Estephanie Nascimento, que deu início à noite em um clima de acolhimento e celebração. Na abertura oficial, o mestre de cerimônias destacou que, embora a inteligência artificial já faça parte da rotina das pessoas e das organizações, é a inteligência humana que continua sendo responsável por orientar decisões, estabelecer limites éticos e dar propósito às transformações tecnológicas. O congresso também reúne outros importantes eventos acadêmicos promovidos pelo Grupo Unis, como a VII Jornada Interinstitucional Stricto Sensu, a XIV Semana da EaD, o XXVI Congresso da Pós-Graduação Lato Sensu e o IV Seminário Interno de Iniciação Científica. 



A solenidade contou com a presença de diversas autoridades acadêmicas, políticas e representantes da sociedade civil. Entre os convidados estavam o presidente do Conselho Curador da FEPESMIG, professor doutor Luiz Carlos Vieira Guedes; o presidente da FEPESMIG e reitor do Centro Universitário do Sul de Minas - UNIS, professor doutor Felipe Flausino de Oliveira; o deputado estadual Professor Cleiton de Oliveira, vereadores, representantes das forças de segurança, entidades empresariais e instituições parceiras. 

Após a execução do Hino Nacional Brasileiro, autoridades convidadas fizeram pronunciamentos reforçando a importância da educação, da ciência e da inovação como ferramentas de transformação social e desenvolvimento regional. A noite também contou com um momento cultural apresentado pelas alunas do Colégio Alpha, Maria Júlia Rocha e Ana Luísa Maganha, que emocionaram o público com uma performance de dança marcada por energia e expressão artística. Encerrando a programação de abertura, o público acompanhou a palestra do professor Hélio Lemes Costa, especialista em transformação digital e inteligência artificial. Com o tema “A Última Vantagem Humana: o que a Inteligência Artificial (ainda) não pode substituir”, o palestrante provocou reflexões sobre criatividade, empatia, pensamento crítico e as habilidades humanas que seguem indispensáveis em um cenário cada vez mais tecnológico. 

O 12º Congresso Internacional do Grupo Unis continuará até sexta-feira, dia 08 de maio, com uma programação intensa, reunindo quase 200 atividades entre palestras, oficinas, apresentações científicas e debates. Acesse: ci.unis.edu.br e veja a programação completa. 

BARES E RESTAURANTES DE VARGINHA PARTICIPAM DE PESQUISA SOBRE TRANSMISSÃO DE JOGOS DA COPA DO MUNDO


07 de maio de 2026 - 1 minuto para saber

A Secretaria Municipal de Turismo e Comércio solicitou à ABRASEL/SEHAV a realização de uma pesquisa junto aos bares, restaurantes e estabelecimentos similares de Varginha que irão transmitir os jogos da Copa do Mundo FIFA 2026.

O objetivo é mapear e divulgar os pontos oficiais de encontro para a transmissão das partidas, fortalecendo o setor, ampliando a visibilidade dos estabelecimentos e incentivando o fluxo de visitantes durante o evento.

Sua participação é essencial. A pesquisa é rápida e leva menos de 1 minuto.

Segue link: CLICK AQUI PARA RESPONDER A PESQUISA

quarta-feira, 6 de maio de 2026

VOCÊ SABIA QUE EXISTE O 'PONTO 0 ' DO PLANETA? ENTENDA

Reprodução/Ilustração


06 de maio de 2026 - 1 minuto para saber

Você Sabia? O chamado ponto zero do planeta é o local onde se cruzam a latitude 0° (Linha do Equador) e a longitude 0° (Meridiano de Greenwich), situando-se no Oceano Atlântico, no Golfo da Guiné, próximo à costa da África. Apesar de parecer um lugar especial, ele não possui nenhuma marca física visível, pois é apenas uma referência criada pela ciência para organizar a localização na Terra.

Comumente o ponto zero é associado a um equipamento oceanográfico chamado PIRATA (um sistema de monitoramento climático do Atlântico), mantido por organizações como a NOAA. Esse sistema tem várias bóias na região e uma delas já foi posicionada bem próxima de (0°N, 0°S). Esse ponto é fundamental para a cartografia, a navegação e tecnologias como o GPS, já que serve como base para medir todas as outras coordenadas geográficas.

terça-feira, 5 de maio de 2026

HENRIQUE LEMES REASSUME A SEMEL: UMA TRAJETÓRIA QUE GERA BOAS EXPECTATIVAS E MUITA RESPONSABILIDADE

 

O prefeito Leonardo Ciacci, Henrique Lemes, de amarelo e Milton Tavares, abaixo.

05 de maio de 2026 - 2 minutos para saber

O esporte de Varginha volta a ter um nome bastante conhecido no comando da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL). O ex-vereador Henrique Lemos, que já dirigiu o Museu Municipal e esteve à frente da pasta entre 2017 e 2020, retorna agora ao cargo com a missão de dar continuidade ao trabalho desenvolvido e imprimir novo ritmo às ações voltadas ao esporte varginhense.

Figura já conhecida da população, Henrique construiu ao longo dos anos uma trajetória de forte presença nas pautas esportivas da cidade. Seu nome costuma estar ligado especialmente ao futebol, modalidade em que sempre manteve atuação próxima de atletas, dirigentes e projetos comunitários.

Henrique assume a secretaria no lugar de Milton Tavares e a mudança ocorre num momento em que o esporte local vive fase de valorização, com crescimento da participação comunitária, fortalecimento do esporte amador e maior utilização dos espaços públicos para atividades esportivas e de lazer.

Ao retornar à SEMEL, Henrique Lemos trás consigo a experiência exitosa no setor, aceitação e o amplo diálogo, característica pessoal que Henrique demonstrou anteriormente. 

A expectativa é de que a nova gestão amplie as iniciativas que aproximem ainda mais o esporte da comunidade.

Com conhecimento da estrutura pública e trânsito entre diferentes segmentos esportivos, o novo secretário assume com a tarefa de transformar essa bagagem em resultados práticos. Em Varginha, assim como em todo o mundo, o esporte mobiliza o povo, os bairros, desenvolve projetos sociais e campeonatos tradicionais, a nova fase da secretaria começa cercada por expectativa — e também por muita responsabilidade.

Com informações da ASCOM/PMV

VARGINHA RECEBE DOAÇÃO DE ÁREA REMANESCENTE DE MATA ATLÂNTICA

Área doada fica na 'Barra da Palmela', divisa do muicípio com Três Corações

05 de maio de 2026 - 2 minutos para saber

O município de Varginha ganhou uma área de mais de 44.000m² avaliada em mais de R$ 1,2 milhão, coberta por mata natural caracterizada como remanescente de Mata Atlântica.

O doador é o professor e sociólogo Argemiro Procópio Filho dono da área localizada na Barra do Palmela, região da divisa com o município de Três Corações. 

O município terá que manter a integral preservação da mata nativa, promover a manutenção, conservação e proteção. Também terá que implantar um parque ecológico municipal para educação ambiental, pesquisa científica e visitação pública disciplinada. 

A denominação será Parque Ecológico Municipal Prof. Argemiro Procópio. 

“Varginha agradece esse presente, essa área de mata nativa que abriga espécies que nasceram naturalmente na região, mantendo viva a biodiversidade e os ecossistemas originais que será um celeiro para a educação ambiental e conscientização da importância da sustentabilidade”, afirma o prefeito Leonardo Ciacci que em nome do município agradece o professor Argemiro Procópio Filho e família por essa importante doação.

COM ASCOM/PMV

segunda-feira, 4 de maio de 2026

VACINA CONTRA MENINGITE B ESTÁ FORA DO SUS: GOVERNO LULA MANTÉM IMUNIZANTE RESTRITO À REDE PRIVADA

 Ministério da Saúde cita alto custo; dose unitária supera R$ 800 em clínicas e, no esquema tríplice, valor ultrapassa R$ 2 mil.


Reprodução/Ilustração



04 de maio de 2026 - 2 minutos para saber

Sob Lula, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao SUS a vacina contra meningite do tipo B para crianças menores de 1 ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, mantendo o imunizante fora do calendário público infantil.

Com isso, a proteção contra o sorogrupo mais frequente da doença meningocócica no país seguirá disponível apenas na rede privada. O quantitativo disponível atenderia apenas 15% da demanda nacional e o custo da oferta ultrapassaria R$ 5,5 bilhões em cinco anos.

Quem quiser imunizar o filho paga entre R$ 600 e R$ 750 por dose, podendo chegar a mais de R$ 2 mil no esquema completo.

A decisão da Conitec alega fatores econômicos e técnicos. Entre eles estão o alto custo da vacina e o impacto no orçamento público, além de análises que apontaram relação custo-efetividade desfavorável para inclusão ampla no sistema. Também pesaram, segundo a pasta, incertezas sobre a duração da proteção oferecida pelo imunizante e seu impacto na redução da circulação da bactéria.

O orçamento anual do Programa Nacional de Imunizações é de R$ 8 bilhões para mais de 30 vacinas. Incorporar a meningite B custaria, sozinha, quase 70% desse valor ao ano. A decisão não é definitiva e pode ser revista futuramente caso surjam novas evidências científicas ou haja redução de custos.

O problema é que a doença não espera reavaliações. Em 2025, foram registrados 2.357 casos de meningite bacteriana no Brasil, com 454 mortes. Desses, 138 casos foram atribuídos ao sorogrupo B, que causou 21 óbitos.

Entre 10% e 20% dos sobreviventes sofrem sequelas graves como surdez, amputações ou comprometimentos neurológicos. No Brasil, a letalidade média da doença meningocócica nos últimos anos foi de 24%, mais do dobro da média mundial de 10%.

Sem tratamento, a meningite pode ser fatal em até 50% dos casos. O sorogrupo B é o mais prevalente entre crianças de 0 a 4 anos, justamente a faixa mais vulnerável e o público-alvo da vacina rejeitada.

GCM, VIGILÂNCIA AMBIENTAL E CENTRO POP FAZEM RETIRADA DE BARRACO IMPROVISADO USADO PARRA O TRAFICO DE DROGAS E PROSTITUIÇÃO

 

Foto: ASCOM/PMV/VA

02 de maio de 2026 - 2 minutos para saber

Uma ação integrada entre a Vigilância Ambiental, Guarda Municipal e Centro Pop resultou, na tarde desta semana, na retirada de um barraco improvisado instalado entre os bairros São Francisco e Sion, após denúncias de uso do espaço para tráfico de drogas, prostituição e práticas que colocavam em risco a segurança e a saúde da população.

Segundo a operação, o local já vinha sendo monitorado devido ao acúmulo de lixo, proliferação de vetores e recorrentes reclamações de moradores sobre criminalidade e degradação urbana. Durante a ação, a Vigilância Ambiental realizou a limpeza, remoção de entulhos e higienização da área, buscando eliminar riscos sanitários.

A Guarda Municipal atuou para garantir a segurança das equipes envolvidas e assegurar o cumprimento da operação sem incidentes. Já o Centro Pop promoveu abordagem social e humanizada, oferecendo acolhimento e assistência a possíveis ocupantes em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a administração municipal, a medida tem como principal objetivo restabelecer a sensação de segurança na comunidade, impedir a reocupação irregular do espaço e combater pontos que favoreçam atividades ilícitas. O poder público informou ainda que o monitoramento será reforçado para evitar novas ocupações clandestinas na região.

CENTRO ESPORTIVO VARGINHENSE VOLTA AO JOGO: ANTIGO VTC COMEÇA A SER UTILIZADO PELA COMUNIDADE VARGINHENSE

Entrada do antigo VTC, agora, Centro Esportivo Varginhense

04 de maio de 2026 - 3 minutos para saber

A sexta-feira (1º) começou com clima de estreia em Varginha. Após um período de obras, o tradicional Centro Esportivo Varginhense (CEV) foi reinaugurado e já está pronto para receber a comunidade com cara nova — e espírito de time campeão.

O espaço, que muitos ainda lembram como o antigo Varginha Tênis Clube, agora integra de vez o patrimônio do município. A cessão definitiva pelo governo do estado destravou um antigo impasse e abriu caminho para a revitalização conduzida pela gestão do prefeito Leonardo Ciacci.

Nesta primeira etapa, a transformação se concentrou na parte inferior do complexo — e não foi pouca coisa. O campo de futebol society ganhou nova vida, a tradicional cancha de bocha passou por melhorias e o local ainda recebeu uma área voltada à recreação esportiva. Para completar, um espaço infantil foi planejado para garantir que as famílias também entrem em campo, mesmo fora das quatro linhas.

Mais do que obra, a entrega tem um significado simbólico: o CEV deixa de ser um espaço subutilizado para voltar ao cotidiano da cidade como ponto de encontro, lazer e prática esportiva. A iniciativa também dá sequência a um processo iniciado ainda na gestão do ex-prefeito Verdi Lúcio Melo, quando a cessão do espaço começou a sair do papel.

A atual administração não esconde que o jogo ainda não acabou. Novas etapas de intervenção já estão previstas, com a promessa de ampliar ainda mais o uso do complexo.

Por enquanto, a bola já está rolando — literalmente. E, pelo visto, com torcida garantida

sábado, 2 de maio de 2026

IVES GANDRA: HONRA NÃO TEM PREÇO, TEM VALOR


02 de maio de m2026 - 4 minutos para saber

Ministros do Supremo Tribunal Federal têm se considerado atingidos em sua honra por críticas de fulano, beltrano, sicrano e, inclusive, de candidatos à Presidência.

Pessoalmente, tenho uma opinião a respeito da indenização por danos morais. Certa vez, participava de um congresso no Rio de Janeiro com o ministro Moreira Alves, e nós dois tínhamos como tema da palestra a “quantificação de indenização por danos morais”.

Naquela oportunidade, o ministro Moreira Alves, grande civilista, defendia que nós temos que quantificar a honra e que se trata de um pretium doloris — um preço da dor. Desde aquela época, entretanto, defendi a tese de que a minha honra não tem preço.

Nunca vou entrar com uma ação judicial contra alguém que pretenda me ofender. Conhecendo quem sou e sabendo que, às vezes, trata-se de uma mera agressão, nunca respondo, pois a melhor forma de responder é não dando atenção.

Ao contrário do ministro Moreira Alves, que defendeu a necessidade de haver um pretium doloris, dizia e digo o seguinte: a honra não tem preço; ela não está no mercado, valendo "tanto" ou "tanto". Eu defendia e continuo defendendo que a honra verdadeira não tem preço.

Mas o que vemos hoje tem, sobretudo, um viés político, pois quando se procura atingir um candidato à Presidência da República, um deputado, um senador ou um ministro da Suprema Corte, a pessoa reage, demonstrando que realmente foi afetada pela manifestação de quem está dizendo.

Além disso, a judicialização das críticas — especialmente por parte de quem detém o poder — acaba por criar um efeito inibidor na liberdade de expressão. Quando figuras públicas reagem a qualquer contestação com processos, não protegem apenas sua honra; inadvertidamente, sinalizam que o debate democrático é perigoso e deve ser contido. Isso transforma o Poder Judiciário em uma arena de vaidades, onde questões que deveriam ser resolvidas no campo do debate público ou da indiferença soberana passam a ocupar uma pauta que deveria ser reservada a temas de real interesse coletivo.

É preciso distinguir, portanto, a crítica ácida ou o insulto gratuito da calúnia ou difamação propriamente ditas, que possuem contornos legais definidos. A honra, em sua acepção subjetiva — o sentimento que temos de nós mesmos —, não pode ser tutelada pelo Estado. Quando um magistrado ou um político utiliza a máquina judicial para punir ofensas menores, ele transfere a outros a responsabilidade por sua própria estabilidade emocional, o que, ironicamente, diminui a estatura moral do cargo que ocupa.

Reafirmo: quem tem, verdadeiramente, honra pouco se importa com a opinião alheia. A pessoa mais importante — que é Cristo, para mim o próprio Deus — não deu atenção aos ataques que sofreu e perdoou a todos quando estava na cruz. Ora, nós, que somos um ponto temporário no Universo, dizer “fui atacado na minha honra e ela tem um preço” é, no mínimo, curioso.

Quem ataca, sim, demonstra queHonra não tem preço, tem valor

Ministros do Supremo Tribunal Federal têm se considerado atingidos em sua honra por críticas de fulano, beltrano, sicrano e, inclusive, de candidatos à Presidência.

Pessoalmente, tenho uma opinião a respeito da indenização por danos morais. Certa vez, participava de um congresso no Rio de Janeiro com o ministro Moreira Alves, e nós dois tínhamos como tema da palestra a “quantificação de indenização por danos morais”.

Naquela oportunidade, o ministro Moreira Alves, grande civilista, defendia que nós temos que quantificar a honra e que se trata de um pretium doloris — um preço da dor. Desde aquela época, entretanto, defendi a tese de que a minha honra não tem preço.

Nunca vou entrar com uma ação judicial contra alguém que pretenda me ofender. Conhecendo quem sou e sabendo que, às vezes, trata-se de uma mera agressão, nunca respondo, pois a melhor forma de responder é não dando atenção.

Ao contrário do ministro Moreira Alves, que defendeu a necessidade de haver um pretium doloris, dizia e digo o seguinte: a honra não tem preço; ela não está no mercado, valendo "tanto" ou "tanto". Eu defendia e continuo defendendo que a honra verdadeira não tem preço.

Mas o que vemos hoje tem, sobretudo, um viés político, pois quando se procura atingir um candidato à Presidência da República, um deputado, um senador ou um ministro da Suprema Corte, a pessoa reage, demonstrando que realmente foi afetada pela manifestação de quem está dizendo.

Além disso, a judicialização das críticas — especialmente por parte de quem detém o poder — acaba por criar um efeito inibidor na liberdade de expressão. Quando figuras públicas reagem a qualquer contestação com processos, não protegem apenas sua honra; inadvertidamente, sinalizam que o debate democrático é perigoso e deve ser contido. Isso transforma o Poder Judiciário em uma arena de vaidades, onde questões que deveriam ser resolvidas no campo do debate público ou da indiferença soberana passam a ocupar uma pauta que deveria ser reservada a temas de real interesse coletivo.

É preciso distinguir, portanto, a crítica ácida ou o insulto gratuito da calúnia ou difamação propriamente ditas, que possuem contornos legais definidos. A honra, em sua acepção subjetiva — o sentimento que temos de nós mesmos —, não pode ser tutelada pelo Estado. Quando um magistrado ou um político utiliza a máquina judicial para punir ofensas menores, ele transfere a outros a responsabilidade por sua própria estabilidade emocional, o que, ironicamente, diminui a estatura moral do cargo que ocupa.

Reafirmo: quem tem, verdadeiramente, honra pouco se importa com a opinião alheia. A pessoa mais importante — que é Cristo, para mim o próprio Deus — não deu atenção aos ataques que sofreu e perdoou a todos quando estava na cruz. Ora, nós, que somos um ponto temporário no Universo, dizer “fui atacado na minha honra e ela tem um preço” é, no mínimo, curioso.

Quem ataca, sim, demonstra que não tem honra. E quem reage está dando um preço à sua honra e, ao mesmo tempo, desvalorizando-a. Por esta razão, pessoalmente, nunca respondo, nem dou atenção.

Acredito, pois, que a melhor forma de mostrar que aquela agressão não vale nada é desconsiderá-la; é não dar importância, considerá-la sem relevo. Sendo assim, ao contrário do meu queridíssimo e saudoso amigo Moreira Alves, eu sempre dizia e digo: a minha honra não tem preço.

O silêncio diante da injúria não é sinal de fraqueza, mas de superioridade. Quem ocupa postos de mando deve compreender que a autoridade não emana da capacidade de silenciar críticos através de sentenças, mas da solidez de um caráter que entende que a verdadeira honra, por ser inalienável, jamais deveria ser objeto de compensação pecuniária.

Quem dá preço à sua honra é porque, realmente, a ela não dá muito valor.

Acredito, pois, que a melhor forma de mostrar que aquela agressão não vale nada é desconsiderá-la; é não dar importância, considerá-la sem relevo. Sendo assim, ao contrário do meu queridíssimo e saudoso amigo Moreira Alves, eu sempre dizia e digo: a minha honra não tem preço.

O silêncio diante da injúria não é sinal de fraqueza, mas de superioridade. Quem ocupa postos de mando deve compreender que a autoridade não emana da capacidade de silenciar críticos através de sentenças, mas da solidez de um caráter que entende que a verdadeira honra, por ser inalienável, jamais deveria ser objeto de compensação pecuniária.

Quem dá preço à sua honra é porque, realmente, a ela não dá muito valor.


Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

quarta-feira, 29 de abril de 2026

BOMBA: SENADO REJEITA O FAVORITO DE LULA AO STF; VEJA O QUE ACONTECE AGORA

Especialista explica os próximos passos constitucionais para que outro indicado ao STF seja colocado à prova pelo senado.

O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias -  (crédito: Bruno Peres / Agência Brasil)

O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias - (crédito: Bruno Peres / Agência Brasil)

29 de abril de 2026 - 2 minutos para saber

O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, não poderá ser indicado novamente pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o Plenário do Senado rejeitar a sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Após mais de cinco meses da nomeação, 42 senadores reprovaram o nome ao STF, ante 31 votos. 

Diante desse cenário, Lula deverá apontar outra pessoa para ocupar o cargo deixado por ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso, explica André Rosa, cientista político e professor da Universidade do Distrito Federal (UDF). 

"Messias é uma pessoa que já tentou ajudar Lula, em outros momentos da carreira política. Apesar de ter relação com um grupo cristão de cunho evangélico, tem mantido perfil mais neutro. É possível que seja eleito. No entanto, caso não seja, a situação se desenrolará em forma de derrota para o governo", explicou o professor. 

Para que fosse aprovado e assumisse a posição no STF, Messias precisaria de 41 votos favoráveis no Plenário do Senado. 

"Isso pode ainda refletir nas eleições, pois pode indicar Lula como alguém incapaz de articular o parlamento, assim como colocar Messias como uma pessoa de pouca autoridade. Em ano eleitoral, isso seria muito ruim, ainda mais com Fávio Bolsonaro (PL-RJ), tão próximo nas pesquisas. O grande impacto seria na opinião pública", acrescentou.