Especialista explica os próximos passos constitucionais para que outro indicado ao STF seja colocado à prova pelo senado.
O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias - (crédito:
Bruno Peres / Agência Brasil)
29 de abril de 2026 - 2 minutos para saber
O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, não poderá
ser indicado novamente pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) após o Plenário do Senado rejeitar a sua indicação ao
Supremo Tribunal Federal (STF). Após mais de cinco meses da nomeação, 42
senadores reprovaram o nome ao STF, ante 31 votos.
Diante desse cenário, Lula deverá apontar outra pessoa para
ocupar o cargo deixado por ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso,
explica André Rosa, cientista político e professor da Universidade do
Distrito Federal (UDF).
"Messias é uma pessoa que já tentou ajudar Lula, em
outros momentos da carreira política. Apesar de ter relação com um grupo
cristão de cunho evangélico, tem mantido perfil mais neutro. É possível que
seja eleito. No entanto, caso não seja, a situação se desenrolará em forma de
derrota para o governo", explicou o professor.
Para que fosse aprovado e assumisse a posição no STF,
Messias precisaria de 41 votos favoráveis no Plenário do Senado.
"Isso pode ainda refletir nas eleições, pois pode
indicar Lula como alguém incapaz de articular o parlamento, assim como colocar
Messias como uma pessoa de pouca autoridade. Em ano eleitoral, isso seria muito
ruim, ainda mais com Fávio Bolsonaro (PL-RJ), tão próximo nas pesquisas. O
grande impacto seria na opinião pública", acrescentou.