29 de abril de 2026 - 3 minutos para saber
A FIFA divulgou o ranking que servirá como base para a distribuição de vagas no Mundial de Clubes de 2029, inaugurando um modelo contínuo de pontuação ao longo do ciclo entre 2025 e 2028.
No primeiro recorte, o Palmeiras aparece na liderança entre
os sul-americanos, indicando força na corrida por uma das vagas do continente.
O novo sistema soma pontos conforme o desempenho nas
competições continentais, com três pontos por vitória, um por empate e
bonificações por avanço de fase.
A ideia é tornar o processo mais transparente e menos
dependente de resultados pontuais. Clubes que já conquistaram seus torneios,
como o Flamengo na Libertadores e o Paris Saint-Germain na Europa, já têm vaga
assegurada, enquanto os demais disputam posições via ranking.
Entre os times ainda sem classificação garantida, os líderes
de cada confederação incluem nomes como Al Hilal na Ásia, Mamelodi Sundowns na
África, Tigres UANL na CONCACAF e Arsenal na Europa, sinalizando uma disputa
acirrada fora dos campeões.
Na América do Sul, o Palmeiras soma 53 pontos e lidera,
seguido de perto pelo Flamengo, com 51. Na sequência aparecem a LDU, com 44
pontos, e os argentinos Racing Club e Estudiantes, ambos com 35.
O ranking também evidencia a presença massiva de clubes
brasileiros: São Paulo FC é o sexto colocado, o Botafogo aparece em décimo e o
Internacional ocupa a 15ª posição.
Mais atrás, outros brasileiros seguem na disputa, como
Fortaleza EC (18º), Bahia (24º) e Corinthians (26º), formando um bloco numeroso
ainda com chances de classificação. Para a América do Sul, estão previstas seis
vagas no torneio, o que amplia a concorrência interna.
A criação do ranking transforma a classificação em uma
corrida de longo prazo, em que regularidade se torna tão importante quanto
títulos.
Ainda assim, o cenário pode mudar rapidamente: se clubes
brasileiros garantirem vagas por meio da Libertadores, o país pode atingir o
limite de representantes, reduzindo o peso do ranking como porta de entrada.
Outro fator que pode alterar esse cenário é a possível
candidatura do Brasil para sediar o torneio em 2029. Caso confirmada pela FIFA,
o país ganharia uma vaga adicional automática, mudando diretamente o desenho da
participação nacional na competição.