17 de março de 2026 - 2 minutos para saber
Caminhoneiros de diferentes regiões do país estão organizando uma possível paralisação nacional nos próximos dias, motivados pelo aumento no preço do diesel e pela insatisfação com medidas do governo consideradas insuficientes para conter a alta do combustível.
A mobilização foi discutida em uma reunião realizada em Santos, no litoral paulista, nesta semana. Segundo Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Abrava, há um consenso entre lideranças de vários estados para avançar com o movimento, embora ainda seja necessário cumprir etapas legais e definir uma data oficial.
“Hoje a maioria das lideranças decidiu que vai fazer uma paralisação, mas precisamos seguir um trâmite legal e alinhar isso dentro da legislação”, afirmou. Ele também criticou a variação de preços do combustível. “Em cada dois quilômetros você encontra um preço diferente. O governo precisa fiscalizar distribuidoras e revendedoras.”
De acordo com dados do painel ValeCard, o diesel tipo S-10 teve alta de 18,86% desde o fim de fevereiro, enquanto o diesel comum subiu mais de 22% no mesmo período. O aumento está relacionado, entre outros fatores, às tensões no Oriente Médio, que impactam o mercado internacional de combustíveis.
Apesar da articulação, a adesão à paralisação ainda não é total. Algumas entidades, especialmente sindicatos rurais, seguem em consulta às suas bases para decidir se participarão do movimento.
Mesmo com conversas em andamento com o governo, a categoria cobra ações mais efetivas. Segundo Landim, representantes da Casa Civil procuraram lideranças recentemente, mas não houve avanços concretos. “A gente precisa sair do diálogo e ir para a efetivação”, disse.
A estratégia inicial dos caminhoneiros é evitar o bloqueio de rodovias e apostar na paralisação voluntária das atividades, com motoristas deixando de transportar cargas. No entanto, o líder não descarta medidas mais duras caso não haja resposta às reivindicações. “Se for definida uma data, aqueles que quiserem rodar podem enfrentar dificuldades nas estradas”, alertou.
Com: Gazeta Brasil
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