sexta-feira, 22 de maio de 2026

O CONVITE DE TRUMP A FLÁVIO PARA A CASA BRANCA: TODA CENSURA SERÁ DURAMENTE CENSURADA!


22 de maio de 2026 - 4 minutos para saber

HÁ NO STF VIUVINHAS DE STALIN E HERDEIROS ESPIRITUAIS DE LAVRENTI BERIA? SE HOUVER, TERÃO MUITO COM QUE SE PREOCUPAR.

Havia aqui uma crença de alguns em que interesses isoladamente eleitorais (midterm election) demarcavam a conduta de Trump mais do que uma visão geopolítica. Nesse contexto, o preço da carne e o preço da gasolina o pautariam. E na política exterior, Trump cederia em tudo frente à questão das terras raras, porém de modo inferiorizado às midterms.
Quem pensa assim não entende que Trump voltou à presidência depois de longos anos de maturação para entender o que ocorreu contra si, divisando perfeitamente a diferença entre o poder verdadeiro e o cargo, como bem dizia Olavo de Carvalho a respeito de Bolsonaro.
É claro, se aquilo que é gestante da mentalidade geral esta capitaneado por instituições aparelhadas, o poder se distancia muito da mera investidura de cargo, pois, poder é o que domina, não o que é meramente operacional.
Trump entendeu que a liberdade de expressão sustenta o Poder americano mais do que tudo, tanto é que seus inimigos buscam acabar com ela para poder se impor nos diversos países.
A exportação de democracia constitutiva da Pax Americana, o melhor período já desfrutado pela humanidade quanto à liberdade foi interrompida pela apropriação das democracias, justamente por meio dos próprios instrumentos democráticos na medida em que a esquerda, islâmicos e o globalismo chinês usurparam o Ocidente por dentro tomando conta do mainstream a partir das universidades e de aí se estendendo à mídia, à intelectualidade, finalmente aos políticos e de todos os setores que industriam o pensamento.
Nesse conjunto mental foi ensinando o autodesprezo de uma civilização, que passou a atacar quem a defendia, num processo autofágico suicida; uma vez fortalecido logo passou-se à censura como longa manus desse ataque, tendo, nos países democráticos, a falsa bandeira de defesa da democracia.
Por isso mesmo, Trump entendeu muito bem, contando com a epicêntrica ajuda de Elon Musk, que deveria restaurar a liberdade no Ocidente e celebrar a civilização ocidental para preservar o próprio poder americano, pois, caso contrário, cada vez menos os EUA poderiam projetar poder devido a essa tomada de espaços antes democráticos, por esses inimigos internos em todos os países, e mesmo nos EUA. Como um gigante, Trump tomou para si tarefa de deter o fim dos Estados Unidos.
Trump tratou de garantir as terras raras como elemento imprescindível para a supremacia tecnológica, criou o Escudo das Américas, porém parecia, pelo menos para mim, muito estúpido que feito isso ele voltasse ao modelo anterior de deixar prosperar essa degradação democrática com a China por aqui e todo o festejo totalitário, em mais uma concessão da democracia americana aos inimigos.
Muito bem, quando retirou as sanções da Magnitisky sobre Moraes fez tal concessão em troca das terras raras, dada a prioridade da segurança nacional. Mas não abandonou o seu projeto como um todo, como prova esse convite a Flávio. Pela primeira vez, um candidato é convidado à Casa Branca isso não significa pouco.
Lula foi ao seu encontro pensando que tratava com um imbecil que trocaria essa sua visão civilizacional por acordos comerciais com quem odeia os americanos e se posiciona ao lado do eixo eurasiano totalitário.
Neste diapasão, a presunção de superioridade da esquerda cultivada desde as universidades se tornou a sua própria prisão mental, pois, de pensar que somente ela tem ideais enquanto outros só fazem negócios, acreditou que qualquer vantagem econômica suborna o Ocidente, tratando a direita como esvaziada de uma ideia de mundo que fosse perseguida além dos resultados do lucro. Foi assim que os irmãos Batista Wandercraisson, da JBS, pensaram ingressar no santuário do capitalismo, reduzindo tudo a negócios, pelo que alguns tolos conceberam que eles, como doadores de dinheiro para festas e filmes sobre Melania, adquiriam o passaporte para reger a política americana tal como fizeram com a distribuição de propinas no Brasil. Pois erraram feio, e eis que os irmãos Wandercraisson estão agora com a lei antitruste como uma espada de Dâmocles pendente sobre suas cabeças.
Enquanto isso, por efeito dessa nostalgia romântica do anti-imperialismo norte-americano, na lógica da "Guerra Fria", Lula desatou a falar como Matraca-trica contra o dólar, apoiar o Estado Terrorista do Irã, Maduro e ainda preservar o crime organizado contra a classificação de narcoterrorista, verbalizando um panfleto anti-hegemônico e achando que Trump "estava no papo" com simplesmente dar-lhe em troca um brinquedo, como as terras raras, ou seja, acreditando que havia colonizado a suposta venalidade comercial de Trump. Fê-lo como qualquer professor idiota de universidade que se sente um gigante intelectual contra qualquer representante do capitalismo.
Todos nós ficamos, no entanto, hesitantes sobre o que existia, ou seja, se era Trump um mero comerciante cego,ou o grande estadista que se desenhava nesse contexto; mesmo entre aqueles que discerniam todas essas coisas, alguns chegaram a acreditar, o que é hilário, que os irmãos Wandercreisson teriam subjugado a fera com 5 milhões de dólares de doação para a festa da posse.
Compreensível, pois Trump usa sempre palavras melífluas para o elogio a todos, faz a mise-en-scène diplomática como poucos. Seria capaz de receber Hitler no Salão Oval, elogiá-lo como um homem muito inteligente e no dia seguinte lançar 5 bombas atômicas sobre a Alemanha nazista.
Sucede que justamente agora, com essa crise de Flávio já superada, quando Lula começa a soltar seus fogos de artifício da censura, Trump o convida para a Casa Branca.
Para mim, não poderia ficar mais claro que Trump não abandonou sua linha, que está de olho na supressão das liberdades por aqui, e que não vai ser nada fácil engendrar a censura como algumas viuvinhas de Stalin estão pensando.
É sempre surpreendente, mesmo para quem conhece a decadência ocidental, ver como é que nós podemos ter uma Suprema Corte composta por 11 seres da superfície, que sejam tão alheios a todo esse contexto civilizacional, capazes de secundar esse extravio político.
Como advogado e conhecedor do meio jurídico, sempre vi os grandes juristas serem essencialmente conservadores, isto, comprometidos com a matriz civilizatória que formou o ordenamento jurídico entendendo que a Constuição é como o barco de Teseu, cujas madeiras são todas trocadas mas a forma arquetípica é preservada.
É mesmo estarrecedor ver uma tal gama de pessoas despreparadas e capturadas pela agenda, perdendo a forma originária do continuísmo constitucional do Barco de Teseu chegou na cúspide. Só sei que se entre esses juízes supremos houver viuvinhas de Stalin e herdeiros espirituais de Lavrenti Beria, eles poderão ter muito com que se preocupar, porque, certamente, com Trump, toda censura será duramente censurada!
Felix Soibelman