sexta-feira, 26 de junho de 2026

COPASA NÃO É MAIS EMPRESA PÚBLICA: PROCESSO DE DESESTATIZAÇÃO FOI CONCLUÍDO E CERCA DE R$ 8,3 BI ESTÃO ENVOVIDOS

 

Barragem do Rio Mando, um dos maiores reservatórios administrados pela COPASA

26 de junho de 2026 - 1 minutos para saber

Foi concluída na última semana, durante cerimônia realizada na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), a operação que transferiu o controle acionário da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para a iniciativa privada. A negociação movimentou aproximadamente R$ 8,3 bilhões e encerra o processo de desestatização da empresa.

Na operação, o Grupo Equatorial Energia adquiriu 30% do capital social da companhia, tornando-se o maior acionista individual e assumindo o controle da gestão. A gestora Perfin ficou com 12,76% das ações, enquanto o Governo de Minas Gerais manteve participação de 5%. O restante das ações continua distribuído entre os demais investidores do mercado.

Responsável pelos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto em cerca de 750 municípios mineiros, a Copasa passa a operar sob uma nova estrutura de governança. Segundo o governo estadual, a expectativa é que a capitalização possibilite novos investimentos para ampliar a cobertura dos serviços de saneamento e modernizar a infraestrutura da empresa.

Embora tenha deixado de ser o controlador da companhia, o Estado preservou uma participação estratégica por meio da chamada Golden Share (ação especial), mecanismo que garante poder de veto em decisões consideradas estratégicas, como alterações na concessão dos serviços, mudanças contratuais e medidas que possam comprometer a universalização do saneamento básico em Minas Gerais.

A mudança também poderá gerar reflexos para os municípios. Empreendedores e loteadores deverão observar as regras relativas às redes de saneamento implantadas em novos empreendimentos, que passam a ser transferidas aos municípios, os quais poderão definir a forma de cessão ou utilização desses ativos pela nova controladora da Copasa.

Outro tema que poderá ser discutido pelos municípios diz respeito à tributação da empresa após a privatização. Entre os pontos que podem ser analisados pelas administrações municipais está a incidência do IPTU sobre imóveis pertencentes à companhia, questão que poderá ganhar espaço nos debates a partir de 2027.