sábado, 7 de fevereiro de 2026

SAÚDE: MÉDICO FAZ ALERTA SOBRE ÁGUA COM GÁS; VEJA

 


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07/02/2026 1| 5 min de leitura

Um estudo japonês publicado na revista BMJ Nutrition, Prevention & Health levantou a hipótese de que o dióxido de carbono presente na água com gás pode ter efeitos discretos sobre o metabolismo da glicose e auxiliar quem deseja perder peso.

O trabalho é assinado pelo pesquisador japonês Akira Takahashi, que sugeriu uma possível ligação entre o CO₂ da água gaseificada e mecanismos metabólicos observados em processos como a diálise, onde há influência do dióxido de carbono em trocas químicas do organismo. A ideia é que, em menor escala, algo semelhante poderia ocorrer no organismo quando a substância é ingerida.

A partir dessa hipótese, o infectologista italiano Matteo Bassetti, professor universitário e pesquisador italiano, comentou sobre os resultados ao jornal El Mundo. O especialista acredita que a água com gás não deve ser tratada como solução milagrosa, mas pode funcionar como uma aliada complementar em hábitos saudáveis.

“Não estamos falando de uma varinha mágica. Água com gás não faz você perder peso sozinha”, afirmou o médico. “Mas pode ser um pequeno complemento para um estilo de vida saudável.”

Por que a água com gás ajuda a perder peso?

Segundo Bassetti, há vários motivos que explicariam por que a água com gás pode ser uma escolha interessante. Entre eles, estão:

  • Possível apoio ao controle do peso;
  • Contribuição para o metabolismo da glicose;
  • Aumento da sensação de saciedade;
  • Incentivo à hidratação.

Um dos principais argumentos é o efeito das bolhas no estômago. De acordo com o especialista, o gás pode aumentar a distensão gástrica e provocar sensação de estômago mais cheio.

“Se eu beber água com gás antes de comer, posso me sentir mais cheio mais rápido e comer menos”, explicou. Ele ressalta, porém, que o efeito não ocorre da mesma forma em todas as pessoas.

Outro ponto destacado é o impacto comportamental. Para o médico, tornar a água mais “palatável” pode reduzir o consumo de refrigerantes e bebidas adoçadas, o que teria efeito mais relevante na saúde metabólica do que qualquer ação direta do CO₂. Ele também observa que nem mesmo as versões “zero açúcar” devem ser vistas como substitutas permanentes.

Além disso, Bassetti menciona que a água com gás pode contribuir para a digestão em algumas pessoas, ao estimular a motilidade intestinal. A sustentabilidade também entra na lista: com gaseificadores domésticos, seria possível reduzir o consumo de garrafas plásticas e economizar.

Apesar dos possíveis benefícios, o infectologista alerta para restrições. Pessoas com refluxo, úlcera ou síndrome do intestino irritável devem ter cautela, já que o gás pode agravar sintomas gastrointestinais.

com informações de NDMAIS