O Cruzeiro, que manda seus jogos majoritariamente no Mineirão, pode ter de atuar
em um gramado diferente no estádio em 2027. e a “culpa” pode ser da Fifa.
A entidade máxima do futebol solicitou que os estádios brasileiros escolhidos para receber partidas da Copa do Mundo Feminina adotem um padrão de gramado semelhante ao do Maracanã.
O Gigante da Pampulha tem, atualmente, o piso 100% natural, sendo palco tanto jogos do Cruzeiro quanto eventos musicais. A manutenção é feita em períodos específicos, no verão e no inverno, para minimizar os impactos das variações de temperatura sobre a grama.
Para o Mundial feminino, o estádio deve ter um gramado torne híbrido. Ou seja: composto por grama natural com fibras sintéticas costuradas ao piso. O modelo de referência é justamente o do Maracanã, que já utiliza essa tecnologia.
A Neo Química Arena, estádio do Corinthians, também conta com gramado híbrido, porém com um sistema diferente, o que poderia encarecer a adaptação caso esse formato fosse adotado.
A vantagem do gramado híbrido é a maior resistência a jogos em sequência com pouco intervalo entre eles, cenário provável durante a Copa do Mundo Feminina. O Mineirão tem previsão de sediar oito partidas do torneio, com início marcado para junho do ano que vem.
Em nota oficial, o Governo de Minas Gerais, proprietário do estádio, informou que segue em negociações com a Fifa sobre as adequações necessárias para a realização do evento e que as definições serão avaliadas conforme forem apresentadas formalmente.
O Cruzeiro não tem responsabilidade sobre a eventual troca e não se manifestou sobre o assunto.
Foto: Divulgação/Mineirão