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“R$ 1,5 bilhão para a Ambev. R$ 600 milhões para a Souza
Cruz. R$ 500 milhões para o Mercado Livre. E R$ 2,28 milhões para a Eletrozema,
empresa da própria família Zema. 20 empresas receberam 40% de toda a isenção
fiscal de Minas. E o governo Zema fez de tudo para esconder isso”.
Os dados revelaram que a gestão de Romeu Zema (Novo)
concedeu quase 2,5 milhões em isenção de impostos para a Eletrozema S/A,
empresa controlada pela família do ex-governador. O benefício integra uma
política de renúncia fiscal que alcançou R$ 19,4 bilhões em 2025, segundo
informações da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF).
Dívida mineira cresce mais de R$ 87 bilhões durante
governo Zema
Em 2019, primeiro ano da gestão Romeu Zema, a dívida
consolidada de Minas Gerais era de aproximadamente R$ 113 bilhões. Ao final de
2025, o valor ultrapassou R$ 201 bilhões, sendo cerca de R$ 177 bilhões
referentes ao débito com a União.
Desonerações bilionárias beneficiam grandes empresas
A política de renúncia fiscal se tornou uma das marcas do
governo Zema. Os valores cresceram de cerca de R$ 13 bilhões em 2021 para uma
projeção de R$ 23,1 bilhões em 2026.
Porém, a efetividade dessas medidas quando não há
contrapartidas claras por parte das empresas beneficiadas. “Uma desoneração
poderia fazer sentido se tivesse critérios bem estabelecidos, geração de
empregos e aumento da capacidade produtiva do estado. Mas não é isso que
observamos”.