sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

FUI! AGÊNCIA DE VIAGENS APLICA GOLPE EM VARGINHA E REGIÃO: VÁRIOS BOLETINS DE OCORRÊNCIA FORAM REGISTRADOS COM MESMO TEOR; VEJA NOTA PUBLICADA PELA EMPRESA

 REPRODUÇÃO/ILUSTRAÇÃO/INTERNET  

30 de janeiro de 2026 - 3 minutos para saber


A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquerito para apurar um possível crime de estelionato envolvendo a agência Nara Viagens que atuava no setor de turismo em Varginha. 
A empresa anunciou o encerramento de suas atividades e, desde então, tem deixado clientes sem resposta e sem os serviços contratados. 
Mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados.

Segundo a Polícia Civil, as ocorrências envolvem consumidores de Varginha, Três Corações, Três Pontas, Poços de Caldas e Cambuquira. Os relatos incluem cancelamento de viagens, falta de reembolso e dificuldade para conseguir contato com a agência.

Em nota, a corporação informou que as diligências estão em andamento, mas reforçou que o crime de estelionato é de ação penal pública condicionada à representação das vítimas. Por isso, os consumidores precisam comparecer presencialmente à delegacia mais próxima para formalizar a denúncia e apresentar documentos e provas que auxiliem nas investigações.

- Clientes relatam prejuízo e frustração

Entre os prejudicados está a professora Luciana Vilela, que havia comprado um pacote para viajar com a família a Arraial do Cabo (RJ) nas próximas férias. Ela conta que desde o início enfrentou dificuldades para obter informações sobre a viagem.

“Entrei em contato via WhatsApp, era um valor promocional para mim, meu marido e meu filho. Fechei, paguei à vista e pedi o contrato várias vezes. Só enviaram quatro ou cinco dias depois”, relatou.

Segundo ela, mesmo após o pagamento total do pacote, a empresa não informava detalhes básicos, como datas e a pousada onde ficariam hospedados. Com o cancelamento repentino, Luciana calcula um prejuízo superior a R$ 2 mil.

“Não tem viagem. Vai ter férias, mas sem viagem. Comprei itens para levar para a praia, tudo se perdeu. É uma dor de cabeça enorme”, desabafou.

- Empresa atribui fechamento a crise financeira. 
                                           
Veja íntegra da nota

COMUNICADO OFICIAL — NARA VIAGENS
CNPJ 31.023.454/0001-01
Informamos nessa data que a empresa NARA VIAGENS , atuando há 8 anos no mercado, após enfrentar severas crises financeiras e, atualmente, crises causadas por difamações, injúrias, ameaças, inclusive stalking constantes com escândalos em redes sociais, ocasionando com isso a queda total das vendas de produtos e serviços, não se vê outra alternativa, exceto encerrar suas atividades.
As demandas relativas a contratos firmados serão centralizadas, analisadas e reprogramadas, conforme a legislação aplicável e de acordo com as possibilidades financeiras da empresa, dentro de um período estimado de até 6 (seis) meses.
O canal oficial de atendimento é o WhatsApp (35) 99112-7281, somente por mensagens escritas em horário comercial : segunda a sexta das 09:00 às 18:00 h .
As respostas ocorrerão após o período de reorganização interna, mediante novo comunicado. E eventuais comunicações com conteúdo ofensivo,ameaçador ou inadequado que não contribuirão para a resolução das demandas , serão devidamente registradas , analisadas quanto às suas consequências e podendo ser objeto das medidas cabíveis .
Lamentamos profundamente os transtornos causados e agradecemos a confiança depositada ao longo desses 8 anos( período de atuação da empresa).

A Nara Viagens justifica assim, o encerramento de suas atividades. 
A empresa alegou que enfrentava uma crise financeira desde a pandemia, agravada por tragédias em destinos turísticos e adiamentos constantes de pacotes.

A agência afirmou ainda que sofreu com aumento de custos, concorrência desleal e chegou a contrair empréstimos para tentar manter os compromissos. Segundo o comunicado, promoções foram adotadas para recuperar o caixa, mas não foram suficientes.

A nota também menciona que tentativas de reagendamento geraram insatisfação e até ameaças por parte de clientes, o que teria levado à queda total das vendas.

A representante legal informou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Com informações do G1