vinicius - foto/Metrópoles
08/01/2026 | 3 min para saber
Logo após um ato previsto no Palácio do Planalto, com a
presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Supremo Tribunal
Federal (STF) realiza, nesta quinta-feira (8/1), programação especial aberta ao
público para lembrar os três anos dos ataques que resultaram na depredação do
edifício-sede da Corte, do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional.
O STF ainda celebra o que chama de “fortalecimento da democracia simbolizado
pela restauração e reabertura do prédio, concluídas em prazo recorde”.
A iniciativa faz parte da campanha “Democracia Inabalada”, criada ainda na
gestão da ministra aposentada Rosa Weber, em resposta aos atos de 8 de Janeiro,
que resultaram na depredação do edifício. Segundo o STF, o objetivo é preservar
a memória do episódio para que ele não se repita; reconhecer o trabalho de quem
contribuiu para a reconstrução do espaço e reafirmar o compromisso com o Estado
Democrático de Direito.
A programação no STF começa às 14h30, com a abertura da exposição “8 de
janeiro: mãos da reconstrução”, no átrio do Espaço do Servidor. Às 15h, será
exibido o documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, produzido
pela TV Justiça, que registra as histórias dos profissionais do STF que
testemunharam os ataques e participaram da reconstrução do Palácio da Justiça.
Às 15h30, ocorre uma roda de conversa com jornalistas que cobriram os ataques e
vaõ relatar o que viram e ouviram naquele dia. A atividade será conduzida pela
jornalista Gabriela Guerreiro, então coordenadora de Imprensa do STF.
Já às 17h, está marcada a mesa-redonda “Um dia para não esquecer” com diversos
especialistas.
Em 8 de janeiro de 2023, o edifício-sede do STF, projetado por Oscar Niemeyer,
foi invadido e depredado durante ataques às sedes dos Três Poderes, em
Brasília. Salas, obras de arte, móveis e
equipamentos
foram destruídos. Apesar dos danos, as instalações
foram restauradas e o local reaberto em 24 dias, tornando-se símbolo da
resistência das instituições democráticas.
Fonte: Metrópoles