Divulgação/PCDF
19/01/2026 | 6 min de leitura
O homem de 24 anos preso nesta segunda-feira (19/1)
suspeito de cometer uma série de homicídios dentro de um hospital do Distrito
Federal aplicou desinfetante ao menos 10 vezes em um paciente que estava
internado.
Nesta manhã uma operação da Polícia Civil do DFprendeu
três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem, ao menos, três
pacientes que estavam internados no Hospital Anchieta entre novembro e dezembro
2025. Os presos tem 28, 24 e 22 anos e não tiveram a identidade revelada pela
polícia.
O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio
hospital, após observar circunstâncias atípicas relacionadas a três na UTI. “O
hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição
em nota. (confira nota completa abaixo)
O delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão
explicou como os suspeitos atuavam e detalhou que, em um caso específico, o
técnico de enfermagem administrou um produto químico de limpeza no paciente.
“Em um dos casos ele sugou um desinfetante no quarto de
um paciente com a seringa e aplicou ao menos 10 vezes no paciente”, afirmou o
delegado.
Entre as vítimas estão uma professora aposentada de 75
anos, um servidor da Caesb de 63 e um jovem de 33 anos.
“Eles foram mortos pela ação de quem deveria estar
cuidando deles”, afirmou o delegado nesta segunda-feira (19/1)
Inicialmente, os presos tentaram negar os crimes dizendo
que apenas aplicavam os medicamentos que eram indicados pelos médicos. No
entanto, ao serem confrontados com as provas dos crimes, os investigados não
apresentaram arrependimento e demonstraram frieza total, segundo o delegado. Ao
confessar o crime, o grupo não explicou a motivação.
A investigação deverá indiciar os suspeitos pelos crimes
de homicídios dolosos qualificados com impossibilidade de defesa da vítima.
O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de
saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências
adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.
Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a
três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital
instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e
ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu
investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na
identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais
foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.
Com base nessas evidências, fruto da investigação
interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração
de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis,
inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados
da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12
e 15 de janeiro de 2026.
Pautado pela transparência de seus processos e pela
confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou
em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos
necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso
tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações
adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.
O hospital entende que o segredo de justiça é
imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao
regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser
estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.
O Hospital, enquanto também vítima da ação destes
ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que
está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades
públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes,
com a verdade e a justiça.
com informações de Metrópoles