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08/01/2026 09:29 | 3 min para saber
O Coma, uma das situações que representam maior gravidade da medicina, é um estado em que a pessoa perde totalmente a consciência e não consegue acordar. O paciente não fala, não abre os olhos e não reage a estímulos como voz, toque ou dor. Diferente do sono, o corpo não desperta sozinho, mesmo depois de várias horas ou dias.
Essa condição acontece quando o cérebro deixa de funcionar de forma adequada, seja por lesões diretas, falta de oxigênio ou alterações graves no organismo. Por isso, o coma é sempre tratado como uma emergência médica. A causa pode variar bastante, e a chance de recuperação está ligada ao motivo que levou ao quadro e à rapidez com que o atendimento começa.
“O coma representa uma falha grave nos sistemas que mantêm a vigília e a
consciência. A pessoa não apenas dorme profundamente, mas perde a capacidade de
perceber o ambiente e de responder a qualquer estímulo, o que indica um
comprometimento significativo do cérebro”, explica a neurologista Siane Prado
Lima Souza, do Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas.
Para que alguém esteja acordado, o cérebro precisa manter duas funções ao mesmo
tempo: ficar desperto e conseguir perceber o que acontece ao redor. Com essas
funções ativadas, a pessoa abre os olhos, reage, entende estímulos e responde
ao ambiente.
No coma, o cérebro fica desacordado e inconsciente, já que as áreas
responsáveis por “ligar” o estado de alerta param de funcionar. Sem esse
comando, o cérebro não consegue despertar o corpo nem processar o que acontece
ao redor.
Por isso, a pessoa não acorda, não responde a estímulos e não tem percepção do
que acontece à sua volta, mesmo com os olhos fechados ou abertos. É como se o
cérebro não conseguisse mais “ligar” o modo de vigília. O corpo continua
funcionando, mas a consciência fica desligada.