quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

GOVERNO SURPREENDE E SE LEVANTA CONTRA A QUEBRA DE PATENTE DO MOUNJARO; VEJA O QUE ESTÁ POR TRÁS

 

Reprodução/ CNN

Reprodução - Ministro Alexandre Padilha

11 de fevereiro de 2026 | 3 min de leitura

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo federal não apoia, neste momento, o projeto que prevê a quebra de patente dos medicamentos Mounjaro e Zepbound, usados no tratamento do diabetes e também para obesidade. Segundo ele, qualquer apoio ao licenciamento compulsório dependeria de recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que ainda não ocorreu.

A Câmara aprovou a urgência da proposta, mas o mérito do texto ainda não foi analisado. Padilha destacou que a posição do Ministério da Saúde é técnica e alinhada às diretrizes da OMS, ressaltando que a discussão no Congresso envolve apenas dois medicamentos específicos.

O autor do projeto, deputado Marcos Heringer (PDT-MG), argumenta que os altos preços impedem tanto a incorporação dos remédios pelo SUS quanto o acesso da população, já que os valores superam até o salário-mínimo.

O ministro lembrou que o Brasil já adotou licenciamento compulsório em outras ocasiões, como no caso de medicamentos contra o HIV, quando houve orientação internacional nesse sentido. Ele também declarou que o governo é contrário a propostas que tentem prorrogar a validade de patentes próximas do vencimento. Segundo Padilha, o objetivo é aproveitar o fim desses prazos para ampliar a concorrência, reduzir preços e aumentar o acesso da população aos tratamentos, criticando ainda o fato de empresas priorizarem produtos mais lucrativos, como as canetas injetáveis, em detrimento da fabricação de insulina.