![]() |
| A 'peça publicitária' em quastão |
13 de fevereiro e 2026 - 3 min para saber
A Polícia Militar de Minas Gerais colocou no ar sua campanha oficial de Carnaval, reforçando aquele combo básico — e necessário — de orientações: atenção aos pertences, cuidado com o celular no bolso de trás, nada de bolsa aberta dando sopa e, claro, prudência redobrada em locais de grande aglomeração durante a festa de Momo.
Até aí, tudo dentro do script da segurança preventiva.
O que ninguém esperava era que uma das peças da campanha — um busdoor espalhado pela cidade — fosse ganhar status de celebridade digital. A imagem começou a circular nas redes sociais acompanhada de comentários que variam entre o duplo sentido criativo, a crítica bem-humorada e aquela ironia 100% brasileira que transforma qualquer detalhe em meme nacional.
Tem gente analisando o layout como se fosse obra contemporânea. Outros dizem que a mensagem ficou… “interpretável demais”. E há ainda os que defendem: “Se chamou atenção, já cumpriu o papel.”
E é aí que entra o ponto interessante da história: propaganda boa é aquela que se propaga. Se viralizou, se gerou conversa, se virou assunto em grupo de WhatsApp e tema de debate nas redes, então a mensagem viajou longe — talvez mais longe do que o próprio trio elétrico.
No fim das contas, enquanto o povo ri, compartilha e comenta, também lê — e relê — o alerta sobre como agir em meio à multidão para não virar vítima de furto ou assalto.
Se a intenção era fazer o recado ecoar no meio do barulho do Carnaval, parece que a estratégia funcionou. Porque, no Brasil, nada viraliza mais rápido do que uma boa mistura de segurança pública com criatividade involuntária.
