terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

INCLUSIVE SMARTFHONES: GOVERNO LULA AUMENTA IMPOSTOS DE IMPORTAÇÃO DE MAIS DE MIL PRODUTOS

(Foto: Palácio do Planalto)

24 de fevereiro de 2026 - 4 minutos para saber

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, no início deste mês, elevar o imposto de importação sobre mais de mil produtos estrangeiros, incluindo smartphones e diversos itens da área de tecnologia.

A medida atinge principalmente bens de capital — como máquinas e equipamentos industriais — além de produtos de informática e telecomunicações. Em alguns casos, as alíquotas foram reajustadas em até 7,2 pontos percentuais.

A decisão gerou críticas de importadores e representantes do comércio, que alertam para possíveis perdas de competitividade e risco de repasse de custos ao consumidor, com impacto inflacionário. Para esses setores, o encarecimento de insumos e equipamentos pode afetar tanto empresas quanto o mercado final.

O Ministério da Fazenda, no entanto, argumenta que o objetivo é proteger a indústria nacional diante do avanço acelerado das compras externas. Segundo nota técnica divulgada pela pasta, as importações de bens de capital e de informática cresceram 33,4% desde 2022.

Ainda de acordo com o ministério, esses produtos passaram a representar mais de 45% do consumo interno em dezembro do ano passado, índice considerado preocupante pelo governo. Na avaliação da equipe econômica, o aumento da dependência externa pode fragilizar segmentos estratégicos, comprometer etapas da cadeia produtiva e gerar retrocessos tecnológicos de difícil reversão.

A Fazenda classifica o reajuste como uma ação “moderada e focalizada”, destinada a reequilibrar preços, reduzir o que considera concorrência desleal e diminuir a dependência do país em áreas estratégicas.

O governo também sustenta que a medida está em sintonia com o cenário internacional, destacando que diversas nações vêm reforçando mecanismos de proteção setorial e adotando instrumentos contra práticas como dumping.

Dados oficiais apontam que, no ano passado, os principais fornecedores desses produtos ao Brasil foram os Estados Unidos (US$ 10,18 bilhões, 34,7% de participação), a China (US$ 6,18 bilhões, 21,1%), Singapura (US$ 2,58 bilhões, 8,8%) e a França (US$ 2,52 bilhões, 8,6%).