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24 de fevereiro de 2026 - 3 minutos para saber
A mpox, anteriormente chamada de varíola dos macacos, é uma infecção viral pertencente à mesma família do vírus da varíola humana. Em 2022, a World Health Organization oficializou a adoção do nome “mpox” como forma de reduzir estigmas associados à antiga denominação.
A transmissão acontece, principalmente, por meio do contato direto com lesões na pele, secreções corporais e objetos contaminados. Relações íntimas, inclusive sexuais, podem facilitar o contágio, assim como a exposição prolongada a gotículas respiratórias em contato próximo. Também há possibilidade de transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto.
Os sintomas mais frequentes são febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento dos linfonodos (ínguas) e erupções cutâneas que evoluem para bolhas e, posteriormente, crostas. O intervalo entre a infecção e o aparecimento dos sinais clínicos varia de 5 a 21 dias. A pessoa pode transmitir o vírus enquanto apresentar lesões ativas, até que todas estejam completamente cicatrizadas.
Em geral, os quadros são leves e se resolvem espontaneamente entre duas e quatro semanas. Entretanto, crianças pequenas, gestantes e pessoas com imunidade comprometida podem desenvolver formas mais graves. O tratamento costuma focar no alívio dos sintomas, embora antivirais específicos possam ser utilizados em situações mais severas.
Há vacina disponível, originalmente desenvolvida para a varíola, indicada principalmente para grupos mais vulneráveis e contatos próximos de casos confirmados. Apesar de poder ser transmitida durante relações sexuais, a mpox não é classificada exclusivamente como infecção sexualmente transmissível.
Medidas preventivas incluem evitar contato com lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais, reforçar a higiene das mãos e manter isolamento em casos confirmados. A doença segue registrada em diferentes países, com ocorrências esporádicas.